ALEXANDRE DOS SANTOS

Nome e idade.
R: Alexandre dos Santos, 38 anos.

Há quando tempo você dança?
R: Não sei exatamente o tempo que eu danço. Acredito que aos 23 anos conheci o Hip Hop no formato “acadêmico”, porém, só fui investir na dança profissionalmente aos 28 anos, quando larguei minha formação em logística e comecei a fazer todas as aulas possíveis e imaginárias de dança.

Onde você se formou e quais foram seus principais mestres?
R: Eu acredito que nas danças Urbanas não existe exatamente uma formação. Acredito que precisamos ir pra “rua”, participar de eventos, workshops, fazer muitas aulas, observar muito e aprender com as pessoas que admiramos como mentores. Como mestres tenho como referência direta: Kju, Tati Sanchis, Henrique Bianchinni, Ivo Alcântra e Tati Condé, mas durante minha caminhada, incluí muitas outras pessoas que passei a admirar e a respeitar como: Luyz Baldijão e Helô Gouvea (não é puxa-saquismo!).

Como surgiu o amor pela dança e que fez você querer trabalhar com ela?
R: Acho que foi amor à primeira vista…. No bairro onde minha avó morava há muitos anos atrás, aconteceu um campeonato de dança em uma igrejinha, meu primo iria participar da batalha e ficou uns 2 meses me ligando todo dia para ir assisti-lo. Eu relutava muito em ir, pois na época fazia horas extras aos fins de semana na empresa de logística onde eu trabalhava. No entanto, no dia do campeonato logo quando acordei olhei pela janela e o dia estava lindo. Logo pensei: Hoje vou me dar folga! Quando cheguei no evento e ouvi a musica que eu já gostava tocando, aquela galera toda dançando sem medo e demonstrando as técnicas, pensei no mesmo momento: Eu quero fazer isso também! E advinha só…. No outro fim de semana lá estava eu na igrejinha tentando aprender algo. Os trabalhos com a dança apareceram naturalmente em uma época de transição pessoal. As pessoas do escritório me rotulavam e eu também me sentia muito deslocado, mas por outro lado eu era a pessoa mais feliz da galáxia quando estava em sala de aula. Comecei ajudando os professores na sala, depois comecei a substitui-los. Sempre gostei de ensinar e sempre levei jeito, então, em um belo dia uma pessoa percebeu meu potencial e me convenceu de que eu poderia ser tão bom quanto meus mestres. Desde então, isso se tornou meu objetivo.

Por que é tão bom dançar no Anacã?
R: Uma vez eu estava conversando com a mãe de uma aluna e ela disse uma frase que resume tudo. Ela disse: Alequinho, minha filha adora vir para cá, porque o Anacã é a extensão do intervalo do colégio.

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